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Aventura de Motocicleta em 1960

INTRODUÇÃO
AVENTURA DE MOTOCICLETA EM 1960

No ano de 1960, o carioca João Cruz, vem narrar com poesia e glamour sua viagem do Rio de Janeiro até Campina Grande na Paraíba, onde naquela época os 6.000 km percorridos de ida e volta, era pura aventura. Conheça partes desta história vivida por João Cruz com a sua motocicleta através do tempo, onde publicaremos capítulos desta aventura. Para início, João Cruz narra “A Motocicleta”.

CAPITULO 1
OS PREPARATIVOS

Considerando então não faltar mais nada, dei por encerrada essa preliminar da partida.

CAPITULO 2
SEGUINDO PARA O NORDESTE

... constante como ocorre agora, ela se torna uma catástrofe porque, além dos buracos e das valas que cria e não as vemos.

CAPITULO 3
A HISTÓRIA... A ATUALIDADE

... nos anos 70 houve então a retomada do crescimento, fato que contribuiu para o expressivo aumento de usuários. E graças a essa iniciativa, o que estava decaindo tomou novo fôlego ao incentivar e criar novas gerações de motociclistas.

CAPITULO 4
BAHIA

Conforme o ditado que diz “desgraça nunca vem sozinha”, como se não bastasse, o motor começou a falhar...

CAPITULO 5
O MOTOCICLISTA... O ESTRADEIRO

É notório e sabido que o verdadeiro motociclista é por natureza corajoso, amante da liberdade e solidário companheiro, não somente com os ‘irmãos’, mas também para com as demais pessoas.

CAPITULO 6
SALVADOR-BA

Nós estávamos em Salvador, subindo o nordeste e ele descendo do nordeste para o Sul, para a sua “mui” querida terra.

CAPITULO 7
O RETORNO EM DIREÇÃO A FEIRA DE SANTANA

Este foi para mim um momento muito especial, um verdadeiro achado, porque serviria para provar minha passagem por ali

CAPITULO 8
INDO PARA FEIRA DE SANTANA...

Será que a carteira não caiu lá, naquele tombo? Como estava escuro na ocasião, talvez tenha caído e não deu para notarmos na hora.

CAPITULO 9
PETROLÂNDIA E IBIMIRIM EM PERNAMBUCO

... desejamos boa sorte ao motorista e aos passageiros e partimos feroz naquele cáustico “solzão” que a tudo queimava

CAPITULO 10
IBIMIRIM SUBINDO PARA RECIFE

uando finalmente nos preparávamos para passar aquela maravilhosa noite...

CAPITULO 11
CARUARU – RECIFE

Quando um caminhãozinho parou na cancela para pagar o pedágio, o fiscal conversou com o motorista

CAPITULO 12
1º DIA DE CARNAVAL - RECIFE

...estávamos sem dinheiro e aproveitou para pedir um empréstimo

CAPITULO 13
PASSEANDO POR RECIFE

... vejo à minha frente paralelepípedos soltos e desordenados na rua e com pó de pedra em montulhos e também espalhado sobre eles

CAPITULO 14
INDO DE RECIFE - PE ATÉ CAMPINA GRANDE - PB

Seguindo, passamos pelas cidades de Mata Redonda, Cruz das Armas e finalmente chegamos em João Pessoa

CAPITULO 15
EM CAMPINA GRANDE - PB: NO CEMITÉRIO

... Se eu tivesse adivinhado o que iria acontecer, não teria ido por dentro do cemitério.

CAPITULO 16
DESPEDINDO-NOS DE CAMPINA GRANDE - PB E INICIANDO RETORNO AO RIO

acabamos esticando até ao Açude de Bodocongó, já debaixo de chuva, e indo até ao Posto Fiscal...

CAPITULO 17
SAINDO DE JEREMOABO-BA E INDO ATÉ MARACANÃ-BA

Lembro aqui, que na ida ao chegarmos em Feira de Santana, pegamos um outro caminho para irmos até Salvador, ou seja, saímos do interior e fomos para o litoral, a fim de conhecermos a cidade

CAPITULO 18
SEGUE MAIS UM TRECHO DA HISTÓRIA

Pensando numa solução para tirar a moto dali, chegamos à conclusão que o único recurso seria fazermos um caminho com galhos das pequenas árvores (umbuzeiros) que haviam na beira da estrada. Foi o que fizemos.

CAPITULO 19
MARACANÃ / JEQUIÉ ATÉ IMBUÍRA-BA - 36º DIA DE VIAGEM

Desde o estado de Pernambuco, passamos por muitos acidentes pela estrada, onde vimos várias pessoas feridas e até mortas. E também devido aos deslizamentos na beira da estrada, víamos caminhões lá embaixo do barranco após terem deslizado e virado.

CAPITULO 20
IMBUÍRA-BA - 37º DIA DE VIAGEM. (MISSÃO IMPOSSÍVEL???)

Olhei o tempo e vi estar nublado, porém algo de bom estava acontecendo: a chuva havia finalmente parado.

CAPITULO 21
O RETORNO POR NOVA CONQUISTA

“Faço aqui uma pausa para dar uma razoável explicação: Naquela época as pessoas acreditavam mais umas nas outras - sem falar na nossa aparência de moços honestos (brincadeira...) - e também pelo triste mas real fato de não haver outra alternativa”

CAPITULO 22
NOVA CONQUISTA - BA E GOVERNADOR VALADARES - MG

As várias paradas feitas nesse difícil trecho da estrada tiveram como principal objetivo fugir um pouco da chuva forte que machucava, e também do frio intenso que deixava meu corpo trêmulo e rijo, dificultando-me pilotar a moto.

CAPITULO 23
AQUI VÃO OS ÚLTIMOS TRECHOS DA HISTÓRIA QUE TEM UM FINAL FELIZ.

Acordamos relativamente cedo e procuramos ver se era possível esticar mais a corrente, a fim de evitar que continue derrapando nas arrancadas e nas subidas. Mas não era possível. O esticador já estava no máximo.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Como a vida nos gratifica compensando nossos esforços, algum tempo depois sou surpreendido por insperada, porém maravilhosa visão. É que numa bela tarde de domingo, já estando no Rio de Janeiro exatamente na Quinta da Boa Vista fazendo minha patinação acrobática, no momento em que sustentava no ar um colega que já estava de ponta cabeça e ambos apoiados em um só braço, verdadeira ‘deusa’ surge à minha frente, tal qual miragem, fazendo com que quase derrubasse o companheiro em razão da surpresa. A seguir ela me chama e delicadamente diz:

"Algumas vezes após termos nos afastado, vim aqui na Quinta da Boa Vista passear com meus sobrinhos pequenos, que vieram de Itabuna para o Rio de Janeiro e ficava apenas apreciando você fazer suas acrobacias, sem lhe falar. Mas hoje, finalmente, resolvi vir e falar".

O que aconteceu daí por diante será outra história! E que história!!!

PENSAMENTO

Vivendo mais que parentes, esposa e amigos, guardo deles gostosas recordações.
Recordações essas, que no passar do tempo pesam e machucam.
Mas pela felicidade que tivemos ao compartilhar nossas vidas, nossa amizade está na eternidade.
Eternidade que um dia irá também de me envolver, e quando isto acontecer, meu desejo é junto a eles permanecer.

CURRÍCULO

Carioca, nascido no ano de 1933, viúvo, filhos maiores.
Residente na Zona Sul do Rio de Janeiro-RJ - Brasil.
Primeira habilitação em 1953 Categoria “A” (Motocicletas).
Posteriormente também habilitado na Categoria B (Carros).
Motociclista estradeiro, possuiu várias Motocicletas.
Na época percorreu os estados: Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo.

Advogado aposentado, inscrito na OAB/RJ sob nº 51.720, além de muito saudável é feliz por ter sido apaixonado praticante do motociclismo e que, apesar dos muitos tombos que sofreu não teve sequer um osso quebrado, sequelas ou qualquer outra complicação pela prática deste esporte. Se levado em consideração que tudo na vida o fator sorte tem alta relevância, no quesito motocicleta não tem do que se queixar, mas é até oportuno novamente aqui lembrar o antigo e sábio provérbio popular: “Prudência e caldo de galinha nunca fizeram mal a ninguém”. Adotando esta citação, especialmente no motociclismo, o leitor estarà dando à sorte condições para poder ajudá-lo, podendo assim, da mesma forma que o autor, transmitir no futuro suas experiências para outras gerações.

Encerrando os trechos contidos no Original e todos enviados à ROTAWAY, agradeço a gentileza, o empenho e a profissionalização adotada na publicação.

Outro procedimento não seria possível esperar do Sr. Eduardo Wermelinger, tendo em vista ser, além de competente editor, notável motociclista e estradeiro.

Grande abraço
João Cruz
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