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A NOVELA DA ENTRADA NA ZÂMBIA

 
Por Marcelo Resende

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No caso da Zâmbia a situação ficou extremada. Passamos inacreditavelmente por 7 fases de controle. Preenchemos uma infinidade de documentos repetidos. A cada novo controle tínhamos que preencher tudo de novo. Imagina fazer isso com capa de chuva e com calor e umidade insuportáveis. Claro que todos os documentos ficaram borrados. Não bastasse a via crucis, tínhamos que enfrentar o terrível cheiro de ‘axila selvagem’ que domina os ambientes.

Um dos pontos de controle migratório funcionava dentro de um trailer velho e cheio de goteiras, com menos de 1,80 metro de altura e onde as agentes nos atendiam deitadas em uns colchões velhos e lotados de carrapatos. Nessa brincadeira infernal foram embora por volta de US$200,00 e umas boas horas.

Passada essa provação, curtimos a estrada e chegamos em Livingstone, cidade grande, com bons e caros hotéis. Paramos para comer um fantástico peixe no centro da cidade e em seguida procuramos um bom hotel para compensar os carrapatos do trailer.

Na chegada do hotel, tomamos um susto quando encontramos algumas girafas bem em uma curva. Belíssimo animal.

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Tínhamos acesso à bela Victória Falls pelos fundos do nosso hotel. Naquela noite, ao ligar para casa, a Karla, conhecendo o marido que tem, me fez prometer que eu não nadaria no topo da cachoeira, bem próximo à queda. Apenas a título de curiosidade, busque no Google Image as palavras ‘swimming victoria falls devils pool’ para entender a preocupação da Karla. Como a previsão era de chuva, cruzei os dedos e prometi a ela que eu não nadaria lá.

Mas a cachoeira era a minha segunda maior curiosidade. Eu havia ficado encantado com as girafas. Não são aquelas girafas de cor embaçada que vivem em zoológicos. São maravilhosas. Acordado à noite pelo barulho da chuva, logo pensei em aproveitar o solo mais macio e entrar no mato bem cedo para tentar identificar pegadas e curtir bem de perto aqueles animais.

Dito e feito: às 6 horas da manhã, já sem chuva, estava eu sozinho mato adentro, vegetação de uns 5 ou 7 metros de altura, procurando pegadas bem grandes que só poderiam ser de girafas. Acho que fiquei caminhando umas duas horas até que me distrai mexendo na máquina fotográfica. Quando tomei um susto, lá estava eu ao lado de uns arbustos mais altos e praticamente debaixo das pernas de uma girafa que se confundiam com os troncos das árvores finas. Não sei quem se assustou mais, se ela ou eu, mas ela saiu correndo.

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Com muita calma fui seguindo as pegadas (e me achando um bosquímano....rs...) até que encontrei um nativo que também estava passando pela mata e me disse onde tinha visto algumas. E foi batata: muitas girafas no meio do mato, muito ariscas, que não me deixavam aproximar muito. Acho que mais próximo que consegui chegar foi a uns 15 metros.

Já satisfeito com as girafas, a piscina dos demônios seria o próximo passo.

Leia também:
NADANDO EM VICTORIA FALLS
 
 
 
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Comentários (4)

2/2/2017 23:37:47
SBXO1WBF3P
Youre a real deep thkerni. Thanks for sharing.
 
2/2/2017 19:55:14
ZK3RJ9NHBOSY
mandy thomas I just wanted to say i am happy that your doing so well after your accident. I was praying for your quick recovery and for your family as well, Enjoy this christmas and ca28;&n17#t wait to see you in wollongong on the 3rd feb i brought my celtic thunder vip exprience ticket as soon as it came out for pre-sale. hope you are one of the meet and greet members. I still pray for you and the whole group for a safe trip.Love mandy
 
3/3/2012 11:58:01
MARCELO ARAUJO
Que bacana Marcelo....nesta hora nao pode ter stress...pois assim eles sao e assim eles serao por muito tempo e nos eh que temos que nos flexibilizar aos costumes locais.
 
30/1/2012 16:14:13
GUILHERME FRAGA
Ter que pagar US 200 pra entrar no país e ainda encarar esta confusão? Eles, as autoridades nao deveriam cobrar nada, pois somos nós, os turistas, que levamos grana lá pra dentro.
Mas mesmo assim valeu pela aventura.
 

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