Viagem pelo Mar Negro

De Istambul ao Mar Negro (Amasra)

17 de maio de 2011

 
Depois de uma noite bem dormida em um hotel confortável, ligamos as motos pontualmente às 9 hs da manhã. Deixando Istambul na hora do “rush”, tive uma roçada com um carro que me ultrapassava pela direita. A coisa foi tão suave que quase nem percebi. O motorista parou e seu lindo carrinho branco tinha um novo friso ao longo de toda a sua lateral... Notei a tinta branca no “mata-cachorro” e no pára-cilindro da GS.
Argumentei com ele que não se ultrapassa pela direita. Argumento totalmente estúpido.

Aqui na Turquia, TODO MUNDO PASSA PELA DIREITA!!!

O argumento que venceu foi a simples e pura falta de possibilidade de comunicação entre nós. Ou seja, não deu liga. Não deu nem pra brigar... Ele resolveu desistir. Entrou no carro e foi embora. Sábia decisão. E, para o inimigo que foge, a gente ajuda a construir uma ponte de prata.

De Istambul foram perto de 400 km de autoestrada, chatos, com um calorzinho de 28, 29 graus. Chegamos finalmente ao tipo de estradinha que eu gosto. Secundária, cheia de curvas, velocidade média de 80/90 km/h. É aí que o telelever da GS se comporta bem... Daqui para a frente, só vamos encontrar uma outra autoestrada em Budapest, retornando para casa. Curtir a moto em uma estradinha, de capacete aberto, sentindo o perfume do mato e o calor do sol batendo no rosto.

Não fosse aquela abelha a me abalroar e me deixar o ferrão grudado na jugular... PQP! Dói para cacete!
Tirei o ferrão e passei uma pomada de cortisona pra evitar o inchaço.

A caminho de nosso objetivo do dia, Amasra, um pequeno e pitoresco porto no Mar Negro, fizemos uma parada em Safranboulu, uma linda cidadezinha patrimônio da Humanidade por suas casas do período Otomano, perfeitamente preservadas.

Foi muito legal visitar o vilarejo, com sua mesquita de 300 anos, suas ruas tortas e seu mercado com gente simpática sempre querendo te vender algo.

Paramos em um café e oferecemos uma taça de chá para os senhores de idade, habitues que estavam sentados na mesa do lado.

Imediatamente fizemos amigos e eles fizeram espaço para nós em sua mesa, em um diálogo um tanto quanto surrealista, sem palavras. Foram 15 minutos em que não havia muito a dizer. Eles, contentes com a tacinha de chá que o estrangeiro lhes oferecia e eu, contente de poder compartir a mesa com os anciãos de Safranboulu.

Dali, foram mais 100 km até Amasra onde conseguimos um hotel que hospeda também um grupo de Australianos viajando em um grupo organizado de moto. Vai faltar cerveja no hotel esta noite, a reparar no número de garrafas sobre a mesa do bar.

Amanhã o dia será movimentado pois faremos 450 kmsde estradinha de costa que, segundo os parceiros Australianos, está em péssimo estado de conservação.

A conferir.
 
 
 
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