Repórter Obrigatório

09.02.2011 - LAAYOUNE - DAKHLA

 
clique na foto para ampliá-la
Sair de Laayoune foi tão rápido como entrar. Estas cidades mais a sul de Marrocos são pequenas e sem grande interesse aparente. Quando assim é, temos de estar atentos aos pormenores. Se estivermos atentos, observamos comportamentos muito distintos dos do nosso quotidiano. Por exemplo, aqui o contato físico declara-se relevante nas demonstrações de afeto, mesmo entre homens, sendo comum andarem aos pares de mãos dadas.

Mas também nas saudações se assinalam diferenças, são mais efusivas, mais humanas e sem grandes cerimónias. Mas, evidentemente há que seguir um protocolo, de acordo com as circunstâncias, como relatarei mais à frente.

Num ápice estávamos de novo a rolar na Estrada Atlântica. Novamente as grandes rectas rasgam a paisagem como se de uma passadeira negra se tratasse, desenrolada sobre a terra vermelha. A sensação de vazio apodera-se de nós à medida que penetramos mais profundamente na região.

Hoje percorri muitos km sozinho, e gostei da sensação de não ver vivalma nem à frente, nem atrás. Os restantes percorri-os sobretudo com o Mauro que tem um ritmo muito compatível com o meu. E também fuma ainda por cima... um encanto.

Nesta etapa de aproximadamente 500 km a possibilitar bons andamentos atravessámos apenas 4 localidades. Algumas, quando entrávamos, já estávamos a sair e quase nem dávamos por ela, não fossem os inúmeros postos de control que se estabelecem quase sempre à entrada e/ou saída das localidades. La fiche, si vous plais… solicitam os encantáveis senhores, sempre simpáticos. Já estou quase sem fiches...

clique na foto para ampliá-la
clique na foto para ampliá-la
clique na foto para ampliá-la
clique na foto para ampliá-la


Fizemos uma paragem para chá em Boujdour onde visitámos o grande monumento em memória dos destemidos velejadores portugueses que se atreveram navegar para além do Cabo Bojador. Na verdade, não passa de um amontoado de pedras, uma ruina, que o Paolo ajudou a reconstruir recolocando uma pedrinha, por acaso em desequilíbrio. O Enrique (O espanhol, aquele galego...) aproveitou para fazer um xixi... olvidado da coça que os espanhóis levaram na Batalha de Aljubarrota. Intentó vengar-se, o obtuso...

clique na foto para ampliá-la
clique na foto para ampliá-la
Durante o período em que governava sozinho o estradão, e a determinada altura, parei perto de um acampamento marroquino. Da tenda mais próxima da estrada saiu um rapaz que se aproximou... saudou-me efusivamente e convidou-me a tomar chá. Irrecusável... Eu aqui, em nenhures... vamos lá. Entrei naquela tenda despretensiosa mas muito acolhedora e engalanada por dentro.

A um canto permanecia um ancião que me saudou em árabe e me fez entender que aquela era a minha casa. Eu, com os pés de fora da tenda, para não ter de tirar as botas, um protocolo, lá fiquei a falar arabês e a saborear um chá e depois leite de camelo. Por fim, e com o seu consentimento registei o acontecimento que partilho convosco.

O almoço... Muito resumidamente, a ASAE fechava aquilo num instantinho... Preferi usar o tampo da mesa a utilizar o prato que me deram... e mais não digo. Entretanto a KTM do André revelava problemas, aparentemente da bomba de combustível. Acabou por vir na carrinha até Dakhla. Neste momento os outros companheiros estão empenhados em tentar solucionar o problema. Vamos lá ver...

clique na foto para ampliá-la
Os últimos 300 km antes de Dakhla serviram para a maior parte dos companheiros de viagem verificarem a autonomia das suas motos. Na verdade duas “estações de serviço” não tinham gasolina... Fiquei satisfeito de possuir uma GSA. Senti-me um tanque abastecedor... que dispensava combustível por um bom preço... A poucos km antes do goal de hoje ainda fizemos um incursão TT para fotografar uma pitoresca aldeia piscatória, N´tirift.

Dois últimos apontamentos: a aproximação a Dakhla é fe-no-me-nal. Mais tarde irei editar um pequeno vídeo para publicar. É curioso que, desde a entrada em Marrocos, não tínhamos visto cães e, exatamente a partir da primeira fiscalização policial da cidade eram mais qu´as mães. Mas não tantos, quantas as autocaravanas francesas estacionadas ao longo do istmo que dá acesso à cidade. O Hotel onde vamos pernoitar, Best Western, é muito bom, de 4 estrelas compatíveis com o padrão europeu. A organização MotoXplorers está de parabéns.

 
 
 
Bookmark e Compartilhe
 

Comentários (2)

3/2/2017 00:55:41
XWCZGFBTPZV
Det med parfumen vil jeg ogsÃ¥ gerne høre nærmere om. Og Cliniques “Tinted Mo8riurtzes&#i221; er rigtig fin, den er jeg meget glad for. Den er let i konsistensen, fin i den lyseste farve til en superbleg en som mig, og den sidder flot pÃ¥ huden.
 
28/6/2016 15:57:42
ZQ55WU8G
Normally Im against killing but this article sltguhaered my ignorance.
 

Comente

Nome
E-mail
Comentário
Escreva a chave:
JCPQ
 abaixo