Repórter Obrigatório

18.02.2011 - TOUBAKOUTA (SENEGAL) - TENDABA KWINELLA (GÂMBIA)

 
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A noite em Tendaba, no Hotel Africa Strike, revelou-se reconstitutiva do vigor imprescindível para a etapa de hoje. Aguardava-nos a transposição de mais uma fronteira africana, desta vez do Senegal para a Gâmbia... Tendo em consideração as experiências anteriores, a persistência e a tenacidade têm de estar à altura do desafio. Todavia, o nosso repouso não ficou isento de perturbações.

Na verdade, a meio da noite todos os animais da selva escolheram o nosso quarto, triplo, para uma reunião de condomínio... A ausência de consenso exaltou os ânimos com a consequente reprodução de fragores desorientadores.

Para evitar retaliações, não posso mencionar o espécime mais ruidoso, mas posso acrescentar que partilhava o quarto com o Mauro e o Henrique Marinho... e até agora nunca fiz qualquer alusão a desassossegos anteriores...

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Depois do pequeno-almoço aproveitámos o facto de o hotel estar inserido no Parque Nacional do Delta do Rio Saloum para um pequeno passeio pedestre até às suas margens.

Coincidentemente, um grupo de algumas dezenas de locais preparava-se para embarcar em pirogas para regressar à sua ilha natal depois da peregrinação a Tivaouane.

La conversation foi inevitável... e mais uma vez pude constatar a receptividade e gentileza congénitas dos senegaleses. Até houve lugar a troca de contactos telefónicos... sim, porque hei de voltar ao Senegal...

Esta foi uma etapa verdadeiramente africana. Rolámos sempre em off road pela África profunda.

Estabelecemos contactos com os habitantes de aldeias isoladas... tateei as cabeças de dezenas de crianças que povoam este território... senti-lhes os sorrisos... familiarizei-me com alguns costumes e práticas ancestrais... senti o calor africano, abrasador... o pó vermelho, fino... a areia branca sempre presente nos trilhos... notei animais e ouvi sons que ignorava...

Os poucos km percorridos em asfalto, excessivamente degradado, fizeram-nos desejar o regresso às pistas... a ambiência natural para a GS, em África...



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Chegámos cedo à fronteira com a Gâmbia (Keraibi – Farafenni). As formalidades, embora demoradas, afiguraram-se mais acessíveis... ou estaremos já adaptados... Já na Gâmbia, aprendemos o que é a Tangara, a solidariedade ou a fraternidade característica desta região de África, em que o chá ou o alimento são partilhados com os presentes, mesmo com os branquiçelas... Almocei com os guardas fronteiriços dentro da barraca que lhes oferece abrigo, sentado em redor de um grande recipiente metálico. Comida picante e muito saborosa... Comi com a mão... fazem-se os bolinhos de arroz e mistura-se carne e legumes... Tangara...

Algumas horas mais tarde, entrámos na Gâmbia por uma pista que nos conduziu ao ferry que atravessa o curso inferior do Rio Gâmbia. Acredita-se que o nome deste país, o mais pequeno de África, derive da palavra câmbio, em referência ao comércio português de escravos e especiarias realizado na região no século XVI. A língua francesa cede à língua inglesa que predomina... mas tudo o resto não evidencia diferenças relevantes que diferenciem este pequeno país do Senegal... pelo menos neste curto reconhecimento...

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Os inúmeros controlos policiais e militares obrigaram a paragens sucessivas e por vezes demoradas, que retardaram a chegada a Tendaba Camp. Mas, claro, constituíram sempre oportunidades para sentir o pulsar de África...

Os últimos quarenta km, com o pôr do sol no horizonte, foram feitos em duplas devidamente distanciadas para evitar a nuvem de pó vermelha deixada para trás pelos outros companheiros de viagem. Pista boa a permitir boas velocidades e novas sensações. O suor misturado com o pó vermelho... máscara de lama... Foi uma etapa dura...

Chegados ao goal ficámos instalados em bungalows à beira do Rio Gâmbia... qualidade sofrível... arrefeceu à noite, acordei gelado mas revigorado...
 
 
 
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Comentários (2)

2/2/2017 23:34:14
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28/6/2016 15:40:18
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